A Fundação Estatal de Saúde do Município de Aparecida do Taboado (Fesat), responsável pela gestão do Pronto Socorro e do Hospital da cidade, espera por um aumento de 50% na procura por atendimentos médicos, uma tendência que acompanha o período de doenças sazonais.
Segundo o diretor-geral da Fesat, Robson Souto, esse crescimento é esperado e segue o padrão observado em anos anteriores. O mês de abril, em especial, deve registrar o ápice do aumento de casos, com uma grande sobrecarga nas unidades de saúde.
“É uma tendência histórica. Todos os anos, entre a segunda quinzena de março e início de maio, o fluxo de pacientes no pronto atendimento cresce significativamente”, explica Robson Souto.
A média diária de atendimentos no Pronto Socorro é de 150 pacientes, mas desde a última semana esse número saltou para 210, com pico de até 260 atendimentos em um único dia.
Em março de 2024, o Pronto Socorro atendeu 4.800 pacientes, superando a média de 4.500 para o período. No mês seguinte, abril, o número disparou para 6.800 atendimentos.
Esse aumento no volume de atendimentos acaba refletindo em atrasos no atendimento, especialmente para aqueles pacientes cujos casos não são considerados de urgência ou emergência, conforme a triagem realizada pelo sistema de saúde.
A situação tende a se agravar durante o período noturno, quando a maioria dos postos de saúde estão fechados e muitas pessoas, ao retornarem do trabalho, buscam o Pronto Socorro, o que contribui ainda mais para a superlotação.
Em face desse cenário, a Fesat orienta os pacientes classificados com pulseira azul ou verde, conforme o protocolo de triagem, a buscarem atendimento nas Unidades de Saúde ou na UBS “Manoel Rodrigues da Silva” (popularmente conhecida como “Postão”), que recentemente ampliou sua capacidade com a contratação de mais um médico clínico geral. “Pacientes com pulseira azul ou verde terão um tempo de espera maior devido ao grande fluxo de atendimentos no Pronto Socorro”, alertou o diretor-geral da Fesat.
Doenças sazonais em destaque
As doenças sazonais, que se intensificam com a mudança de estação, são as principais responsáveis pelo aumento da demanda nos atendimentos.
Entre as mais comuns nesse período estão gripe, resfriados, rinossinusite, bronquiolite, bronquite, pneumonia, amigdalite, meningite bacteriana, e até mesmo o Covid-19 e rinovírus.
Além disso, as arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika, também estão contribuindo para o aumento significativo de casos nas unidades de saúde de Aparecida do Taboado.