Enquanto a velha guarda se reúne com lideranças nacionais do PT para costurar aliança em torno da reeleição do presidente Lula, em 2026, o MDB de Mato Grosso do Sul sobrevive na sombra do PSDB e alinhado a um projeto de apoiar candidato conservador a presidente da República. Um caminho oposto traçado pela direção nacional. Hoje os emedebistas dependem dos tucanos para não desaparecer no estado, onde reinou por muitos anos.
Uma curiosidade, antes o PSDB dependia do MDB em Mato Grosso do Sul. Os tucanos eram coadjuvante até quando o então deputado federal e presidente regional do PSDB, Reinaldo Azambuja, declarou a independência do seu partido, rompendo uma antiga aliança ao recusar a proposta de apoiar a candidatura de Edson Giroto (MDB) a prefeito de Campo Grande, nas eleições de 2012. Azambuja foi para o enfrentamento e ficou em terceiro lugar, com menos de 10 mil votos atrás de Giroto. E quem venceu a disputa foi o então deputado estadual Alcides Bernal, na época filiado ao PP.
O rompimento de Azambuja criou atrito com então governador André Puccinelli (MDB) e isso acabou se transformando em guerra política. Dois anos depois das eleições para prefeitura, Azambuja entra na disputa para governador atrás nas pesquisas do senador Delcídio do Amaral (PT), grande favorito, e do Nelsinho Trad, candidato do MDB e apoiado por André.
Azambuja passou por cima de Nelsinho, foi para o segundo turno e bateu Delcídio nas urnas. Aí começou o reinado do PSDB na política de Mato Grosso do Sul e o MDB perdeu a força que tinha, se transformando em médio partido.
Hoje o MDB está na base política do governador Eduardo Riedel com as bênçãos de André Puccinelli, que reatou relação política com Azambuja. Os dois voltaram a sentar para conversar. O MDB não tem grandes projetos para 2026 a não ser na eleição de deputado estadual e federal. André, sempre lembrado para o Senado ou para governador, já fala em concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
Não só o MDB vive em um período de inanição. O PSDB, também, está correndo o risco de ser extinto no País devido aos fracassos nas últimas eleições. A direção nacional discute fusão ou mesmo incorporação com PSD, Podemos, Republicanos e até mesmo com MDB.
No País, o PSDB só é forte em Mato Grosso do Sul. E para piorar a situação, o partido perdeu a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que está partindo para o PSD.
O PSDB só tem, agora, de governadores filiados, Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
E Riedel já sinalizou sua simpatia pelo PSD depois de conversar com o cacique do partido, Gilberto Kassab.
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