A demanda global por carne de frango do Brasil segue em alta devido ao avanço da Influenza Aviária em diversos países, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em janeiro, as exportações cresceram quase 10%, impulsionadas por mercados como China, União Europeia e Filipinas.
Para fevereiro, as exportações devem ultrapassar 450 mil toneladas, fortalecendo o Brasil como principal fornecedor mundial.
As expectativas são de que as exportações brasileiras da proteína devem atingir 5,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 1,9% em relação a 2024.
No mercado interno, a produção deve alcançar 15,3 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de 2,7%. Com isso, o consumo per capita pode subir para 46 quilos por habitante, refletindo o custo-benefício do frango frente a outras carnes.
Os custos de produção da carne de frango também apresentam queda, principalmente no farelo de soja, que teve redução de até 20% em algumas regiões, e na safrinha de milho, que segue sem atrasos e deve garantir estoques elevados.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a Influenza Aviária já foi registrada em mais de 34 países, desde o início do ano, incluindo os Estados Unidos e países da União Europeia, reduzindo a oferta global.
Importadores têm redirecionado compras para fornecedores mais estáveis, como o Brasil. No México, por exemplo, as importações aumentaram 650% em relação ao ano passado.