O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a segunda fase da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2024-2025, levantamento que traça o perfil de consumo e renda das famílias brasileiras. A coleta de dados se estenderá até outubro deste ano e vai abranger mais de 100 mil domicílios, em cerca de 2 mil municípios do país.
Em Mato Grosso do Sul, a pesquisa já passou por 1.221 dos 3.306 domicílios sorteados para esta edição. As entrevistas, realizadas por 35 agentes de campo, estão ocorrendo em 55 municípios do estado. Até o momento, 877 entrevistas foram concluídas.
Diferente do Censo, a POF tem caráter amostral. As visitas duram nove dias por domicílio e incluem anotações detalhadas sobre despesas, consumo de bens e serviços, além de hábitos alimentares e qualidade de vida. Nesta edição, o questionário também passou a incluir dados sobre gastos com apostas online.
Segundo o coordenador da pesquisa em MS, Wilson Blini, a POF é estratégica para a definição de políticas públicas, como programas de nutrição, saúde e distribuição de alimentos. Também atualiza a cesta de consumo usada no cálculo do IPCA, índice oficial da inflação no Brasil.
“As informações permitem entender como as famílias lidam com sua renda, quais são suas prioridades de gasto e quais áreas mais demandam atenção do poder público”, explica Blini.
Segurança das visitas
Todos os agentes estão identificados com crachá funcional. Os moradores podem confirmar a identidade do entrevistador pelo site respondendo.ibge.gov.br ou pelo telefone 0800 721 8181, informando CPF, RG ou número de matrícula do agente.
A participação na pesquisa é obrigatória, conforme a Lei nº 5.534/1968. Os dados fornecidos são sigilosos e usados exclusivamente para fins estatísticos.
Por que responder à POF
O IBGE elenca seis motivos principais para que os moradores respondam à pesquisa com informações corretas:
- Base para políticas públicas – Os dados ajudam a direcionar investimentos em áreas como saúde, educação e assistência social.
- Cálculo da inflação – A POF atualiza a composição do IPCA, tornando o índice mais fiel à realidade das famílias.
- Planejamento econômico – Subsidia ações e programas sociais com base nas necessidades reais da população.
- Qualidade de vida – Aponta deficiências no acesso a serviços e contribui para estratégias de bem-estar.
- Confidencialidade – As informações são protegidas por lei e usadas apenas para retratar as condições de vida no Brasil.
- Representatividade regional – Garante que diferentes perfis sociais e regiões do país sejam contemplados nas estatísticas nacionais.
A POF é realizada desde a década de 1970 e tem papel essencial na construção de indicadores sociais e econômicos, como os índices de pobreza, desigualdade e segurança alimentar.