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CORUMBÁ

Investigação descobre esquema clandestino de abastecimento de água para bairro

Em Corumbá, esquema de furto de água levava abastecimento irregular para até 40 casas

Equipes realizando operação - Foto: Divulgação/ Sanesul
Equipes realizando operação - Foto: Divulgação/ Sanesul

Um esquema de furto de água e abastecimento de 40 residências em Corumbá foi descoberto pela Polícia Civil da cidade, em um trabalho conjunto com a concessionária do serviço, a Sanesul. As casas não estavam cadastradas na rede de abastecimento regular e ficam em uma região sem pavimentação, na chamada “parte alta de Corumbá”. Por semana, o furto era de cerca de 400 mil litros de água.

Segundo informações da Polícia Civil, uma bomba com capacidade para operar 2,4 m³/h estava instalada dentro de uma área de mata e retirava água diretamente da rede de distribuição regulamentada, abastecendo ilegalmente as residências.

Uma operação foi montada para realizar o flagrante do furto de água e interromper a ligação clandestina. As ações foram realizadas na segunda-feira (24), e novos monitoramentos serão feitos na região.

Além de policiais civis e funcionários da concessionária, a Perícia Criminal do Estado também foi acionada para identificar provas materiais relacionadas ao furto.

Conforme a perícia, cerca de 400 mil litros de água eram bombeados por semana. Ainda haverá investigação para identificar quem instalou o equipamento e há quanto tempo ele já operava no local.

As residências que recebiam o abastecimento irregular podem ser multadas, mas haverá uma averiguação individual sobre o uso da água. Todos os moradores ainda serão ouvidos no inquérito policial a ser instaurado.

Em 2024, a concessionária de água em Corumbá realizou diferentes campanhas para reduzir o desperdício no município. Indicativos apontaram que o índice de perda pode chegar a 70%.

Em abril do ano passado, 12.555 ligações clandestinas foram identificadas na cidade. Segundo a concessionária, de uma produção de 1,3 milhão de m³ de água, cerca de 350 mil m³ acabam sendo desviados do uso adequado, sendo 60% dos casos relacionados a ligações clandestinas.