A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul recebe três investigadores da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) da Polícia Nacional da Bolívia. Eles estão em Campo Grande para trocar experiências e conhecer as operações da instituição sul-mato-grossense, com foco em perícias criminais e combate aos crimes transnacionais na região de fronteira.
Os visitantes, Carlos Ricardo Vargas Lima (subtenente), Nelson Ramos Arrobamba (1º sargento) e Edwin Pimienta (investigador), todos da divisão de cibercrimes da FELCC, acompanham o trabalho dos institutos e núcleos especializados. O objetivo é entender desde o atendimento em locais de crime até os exames laboratoriais que ajudam a solucionar casos complexos.
A integração entre Brasil e Bolívia ganha força com essa visita. Anteriormente, a Polícia Científica de MS já capacitou policiais bolivianos em temas como vestígios forenses e cadeia de custódia. Agora, os bolivianos observam de perto equipamentos, estrutura e métodos utilizados em Mato Grosso do Sul.
Combate à Criminalidade Transnacional
A região de fronteira entre os dois países enfrenta desafios como tráfico de drogas, contrabando e cibercrimes. Para Nelson Fermino Junior, coordenador-geral de Perícias adjunto, o intercâmbio fortalece a segurança pública na América do Sul. “Essas parcerias ajudam a combater a criminalidade internacional e local, permitindo a troca de informações e conhecimentos práticos”, afirmou.
Emerson Lopes dos Reis, diretor do Instituto de Criminalística, destacou o potencial da visita. “Eles verão o que temos de melhor e poderão levar ideias aplicáveis na Bolívia”, disse. A agenda inclui demonstrações técnicas e discussões sobre como aprimorar a cooperação bilateral.
Estrutura e Especialização
A Polícia Científica de MS é reconhecida por sua atuação em áreas como balística forense, análises laboratoriais e perícias externas. A visita conta com a participação de especialistas como Fernanda Mesquita (IALF), Thayla Venâncio (Núcleo de Perícias Externas) e Karina Laitart (Núcleo de Balística Forense), entre outros.
O intercâmbio também teve a presença de representantes do Sindicato dos Peritos Oficiais Forenses de MS (Sinpof-MS), reforçando o apoio à iniciativa. A expectativa é que a troca de experiências gere avanços no enfrentamento aos crimes que cruzam as fronteiras.