O Pantanal enfrenta seu sexto ano consecutivo de seca, a mais severa desde a década de 1960. O cenário preocupa especialistas e reforça a necessidade de medidas preventivas contra incêndios e degradação ambiental. Para Renato Roscoe, diretor executivo do Taquari Vivo, o grande desafio está na articulação entre estado, organizações não governamentais e produtores rurais para minimizar os impactos no bioma.
A seca prolongada altera a dinâmica natural do Pantanal, reduzindo os pulsos de inundação que garantem a umidade do solo. Segundo Roscoe, a falta de cheias ocorre principalmente porque as chuvas nas cabeceiras dos rios, que alimentam o bioma, têm sido insuficientes. “De 2020 a 2025, com exceção de 2023, o Rio Paraguai não encheu, o que impacta diretamente outros rios e compromete a renovação do ecossistema”, explicou no programa Agro é Massa desta quinta-feira (3).
Entre as iniciativas para mitigar os efeitos da crise hídrica está o Pacto Pantanal, um compromisso estadual que reúne diversas frentes de atuação. O programa busca integrar ações de educação, infraestrutura e preservação ambiental.
“É um pacto único, não há outro bioma com algo semelhante. Ele engloba desde o combate a incêndios até melhorias no acesso da população […] o grande o grande diferencial do Pacto Pantanal é trazer todas as ações desde educação, saúde, acesso toda parte de combate a incêndios, de formas de estímulo ao desenvolvimento da região” – Renato Roscoe, diretor executivo do Taquari Vivo.
A estratégia inclui, por exemplo, a ampliação de pistas de pouso para aeronaves que auxiliam no combate ao fogo e melhorias na mobilidade para facilitar a chegada de brigadas de emergência.
Segundo Roscoe, a seca intensa e os incêndios cada vez mais agressivos demonstram que a preservação do Pantanal exige medidas urgentes e coordenadas.
Confira a entrevista completa, com Renato Roscoe, no Agro é Massa desta quinta-feira (3):