O programa MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila, em parceria com a Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais), celebra o aumento do número de cirurgias corretivas para a fissura labiopalatina, conhecida popularmente como lábio leporino.
A primeira cirurgia para correção da fissura lábio-palatal foi realizada em junho de 2024, em um menino de 10 meses de Ribas do Rio Pardo.
Desde então, a equipe multidisciplinar da Maternidade Cândido Mariano, único hospital público em Mato Grosso do Sul a realizar a cirurgia de fissura labiopalatina, executou, até março deste ano, 212 cirurgias corretivas e tem 110 pacientes aptos para o procedimento.
O que é a fissura?
A condição consiste em uma abertura no lábio ou no palato (céu da boca), resultante do desenvolvimento incompleto do embrião.
Estima-se que um em cada 700 bebês nasce com lábio leporino, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O lábio pode ser reparado nos primeiros meses de vida, mas a correção do céu da boca leva mais tempo e muitos não têm acesso ao tratamento adequado ainda na infância.
A fissura impacta na alimentação, respiração e no desenvolvimento da fala e da audição. Além dos problemas de saúde, os pacientes sofrem com a socialização, tendo consequências emocionais, pois muitas vezes são alvo de bullying.
O tratamento exige a participação de especialistas nas áreas de cirurgia plástica, otorrinolaringologia, odontologia, fonoaudiologia, entre outros. A cirurgia garante a correção da deformidade e melhora a qualidade de vida do paciente.