Após o anúncio da Santa Casa de Campo Grande, na última terça-feira (25), que estava fechando as portas para novos pacientes ortopédicos encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 24 horas após alertar sobre um colapso iminente no atendimento. A decisão, comunicada por ofício à Coordenação do Sistema de Regulação Hospitalar da prefeitura, reflete a superlotação que assola o hospital, referência em traumas de alta complexidade em Mato Grosso do Sul.
A direção técnica da Santa Casa justificou a medida extrema pela falta de materiais e pela incapacidade de atender a demanda, que chega a ser seis vezes superior à capacidade contratada. O Pronto-Socorro, projetado para 13 adultos e três crianças, abriga atualmente 60 adultos e quase 15 menores. O hospital pediu à prefeitura a transferência de pacientes internados para outras unidades, visando garantir “assistência adequada e segura”. Apenas emergências trazidas por Samu e Bombeiros estão sendo aceitas.
Posicionamento da prefeitura
Em resposta a reportagem do Portal RCN67, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que já ativou um Plano de Contingência para enfrentar a crise nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que também operam no limite devido ao aumento de doenças respiratórias e casos de baixa complexidade.
“Estamos reorganizando fluxos, ampliando pontos de atendimento e seguindo os protocolos de regulação para assegurar assistência eficiente”, declarou a Sesau.
A estratégia prioriza manter na Santa Casa os casos graves, como politraumas e neurocirurgias, enquanto pacientes de menor complexidade serão redirecionados conforme a capacidade das demais unidades.
A prefeitura destacou que está em diálogo constante com a Santa Casa e outros hospitais para encontrar soluções, enfatizando que não há atrasos nos repasses do SUS.
“Todos os valores estão sendo cumpridos corretamente”, reforçou a Sesau, que trabalha para evitar interrupções no atendimento e garantir a segurança dos pacientes.
A medida emergencial busca aliviar a pressão sobre o maior hospital da região Centro-Oeste, mas a falta de uma solução definitiva segue preocupando a população.
Resposta na íntegra
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está adotando medidas emergenciais para assegurar o atendimento adequado à população diante da superlotação nas UPAs, que estão operando próximas da capacidade. Com o aumento de atendimentos devido a doenças respiratórias e casos de baixa complexidade, o Plano de Contingência foi ativado recentemente. O objetivo é reorganizar fluxos, ampliar os pontos de atendimento e garantir assistência eficiente, seguindo os protocolos de regulação estadual e municipal. Todos os pacientes serão encaminhados conforme a urgência do caso, visando o atendimento no local mais adequado.
Assim, os pacientes com necessidades específicas da Santa Casa, como politrauma e neurocirurgia, serão mantidos no hospital. Os casos compartilhados com outras unidades serão encaminhados conforme a capacidade das outras instituições, levando em consideração a lotação. A prioridade é assegurar a continuidade do atendimento e a segurança dos pacientes.
A Sesau está em diálogo constante com a Santa Casa e outras instituições para encontrar soluções que garantam a continuidade do atendimento hospitalar. A secretaria enfatiza que não há débitos pendentes, e todos os valores de repasse estão sendo cumpridos corretamente.