Após anos de degradação ambiental, o Lago do Amor, um dos principais cartões-postais de Campo Grande e localizado dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), poderá passar por uma intervenção conjunta entre a universidade e a Prefeitura.
O foco é o desassoreamento da área e a construção de uma bacia de contenção para evitar novos acúmulos de sedimentos.
A proposta foi discutida em reunião nesta sexta-feira (28), entre a reitora da UFMS, Camila Ítavo, e o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, acompanhados de representantes técnicos das duas instituições.
O encontro é um desdobramento da situação crítica enfrentada pelo lago, que sofre com assoreamento, perda do espelho d’água e impactos ambientais causados por escoamento urbano irregular e ausência de infraestrutura de contenção.
Durante a reunião, a reitora afirmou que a UFMS já possui um Plano de Manejo aprovado desde 2022, incluindo estudos batimétricos e um catálogo de fauna e flora, dados que, segundo ela, estão à disposição da Prefeitura e do Ministério Público Federal.
“Precisamos de um pacto coletivo para recuperar esse importante ativo ambiental para a população”, declarou.
O secretário Marcelo Miglioli destacou que o objetivo principal é restabelecer a capacidade original do lago, estimada em 120 mil metros quadrados, e que a solução envolve tanto engenharia quanto medidas ambientais.
“A obra não é responsabilidade da universidade, mas há consenso sobre o que precisa ser feito”, afirmou. Ele também garantiu que a Prefeitura vai se empenhar para viabilizar a solução “no menor tempo possível”.
Segundo os participantes, o próximo passo será a elaboração de um plano de ação com divisão de responsabilidades entre os órgãos envolvidos.
*Com informações da UFMS