A Lei e a História
Louvável e merecedora dos nossos aplausos a iniciativa do vereador Idevaldo Claudino da Silva, ilustre representante do PT, na Câmara Municipal. O vereador quer não deixar morrer, mas até ampliar a discussão diante do sério dilema de obediência cega à Lei ou a preservação da História de Três Lagoas. Para tanto, está convocando os cidadãos de bem, que têm amor e laços com esta Terra a não deixarem morrer a importante discussão sobre a não demolição do prédio do Fórum, ameaçado pela legislação contida no Plano Diretor.
Primeiro Passo
O primeiro passo já foi dado na segunda-feira (17), em uma das salas do Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde se reuniram com o vereador Idevaldo Claudino, alguns professores e alunos do Curso Superior de História e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinted) para discutir quais as medidas que devem ser adotadas para impedir a demolição do prédio do Fórum. Uma outra reunião está marcada para amanhã, quinta-feira (20), a partir das 14 horas, no Sinted para dar prosseguimento às discussões. Vale a pena marcar presença.
Mudança da Lei
Pelo jeito, o vereador Idevaldo, a pedido dos eleitores e como três-lagoense nato, está disposto a liderar ou estar ao lado de importantes segmentos da sociedade civil, pronta a se mobilizar junto à Câmara Municipal, para que, se for necessário, se elabore e se aprove um projeto de emenda ao Plano Diretor, para fundamentar legalmente a preservação do histórico prédio do Fórum. Aliás, entre as principais diretrizes urbanísticas, contidas no Plano Diretor, está a preservação do patrimônio histórico, cultural e paisagístico do Município.
Tudo e nada
A prefeita Simone Tebet foi feliz em suas palavras na Câmara Municipal, na sessão ordinária de ontem (18), quando anunciou obras para o bairro Santa Terezinha. Perante as reclamações de alguns moradores de que nada havia sido feito para aquele bairro, ela lembrou uma série de importantes obras públicas que ali foram executadas. A prefeita manifestou que é necessário tomar cuidado quando usamos as palavras “tudo” e “nada”. Segundo ela, ‘o tempo de radicalismos acabou em Três Lagoas”. Ela quis dizer que sempre há alguma coisa que foi feita e, por mais que se tenha feito, sempre há algo mais a fazer. Ao referir-se a administrações anteriores, foi também sensata e ponderada: “Não há administração que não possa ser salva” por alguma coisa que tenha feito”, disse.
Árabe ou hindu
O presidente da Câmara Municipal, Fernando Milan Amici, logo após a artística apresentação, no recinto do Plenário, de um grupo de dança indiana, sob a influência da novela global “Caminho das Índias”, feita por um grupo de ilustres senhoras da Melhor Idade, da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Cidadania, assim comentou: “Sempre ficamos muito emocionados ao ver uma apresentação de uma dança árabe. Por essa razão, temos orgulho de falarmos uma saudação em árabe a estas ilustres senhoras”. Como não somos poliglotas, não ousamos transcrever a saudação em árabe e nem encontramos quem a ousasse traduzi-la para a língua portuguesa. O pior de tudo é que não houve, no momento, sequer um assessor para mostrar ao presidente da Câmara que ele havia seriamente se equivocado em não distinguir uma cultura da outra, ou melhor, a dança árabe da dança hindu, apesar das ilustres senhoras da Melhor Idade estarem devidamente vestidas de coloridos “saris” indianos.
Só no Brasil
Esta nos foi enviada pelo assíduo leitor do Jornal do Povo, conceituado médico pediatra e ex-vereador, José Augusto Morila Guerra, sobre um comentário do ilustre jornalista, Fernando Albrecht: “Só nesta terra o proprietário de um imóvel precisa entrar na Justiça para desalojar invasores e pedir reintegração de posse do seu bem. Só aqui movimentos como os sem-terra invadem prédios públicos como o da Receita Federal, azucrinam os contribuintes que nada têm a ver com isso e saem cheios de razão. Só aqui desempregados urbanos fazem as vezes de colonos sem-terra. Só aqui a população tem uma paciência de Jó com relação a estes movimentos ‘sociais’”. Assina Fernando Albrecht.
Esta é uma boa
A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania a proposta que obriga as escolas públicas a oferecer merenda escolar adequada às crianças e adolescentes diabéticos, hipertensos e com anemia, que precisem de dietas específicas, seguindo orientação médica.
O Projeto de Lei tramita em caráter conclusivo e, se não houver recurso, será encaminhado para análise do Senado Federal. Esta é uma boa, principalmente para os pais de crianças e adolescentes, que precisam de alimentação especial, durante o período em que permanecem nas escolas.
O inferno de Pedro Simon
A exemplo do Inferno de Dante, agora é o inferno do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Segundo ele, o Senado da República virou “um verdadeiro inferno”, que se torna insuportável para as pessoas de bem, éticas e honestas como ele. Não é fácil ter que suportar tantas denúncias, que surgem todos os dias contra o presidente daquela Casa, sem que nada seja feito, nem ao menos para se esclarecer a verdade à Nação, estupefata com tantas falcatruas, cometidas por aqueles que deveriam ser exemplo aos cidadãos que os elegeram.