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OBSERVATÓRIO

Pelo jeito, vereador não gosta de ouvir vereador falar. Isso vem sendo comprovado nas últimas sessões da Câmara Municipal

Ousadia de traficantes

O tráfico de drogas continua ousado e descarado. No feriado prolongado do Dia da Independência, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu no vizinho município de Bataguassu, na BR-267, mais de 245 quilos de maconha, armazenados em sete sacos de estopa. A droga estava no bagageiro e no banco traseiro de um veículo VW Polo, sem qualquer preocupação com a fiscalização. Os traficantes tentaram escapar da barreira policial, acelerando o veículo, que acabou abandonado com a droga. Eles fugiram.

Velho problema

Foi oportuna a Indicação da vereadora Vera Helena (PMDB) ao secretário de Obras, Getúlio Neves da Costa Dias, na última sessão da Câmara Municipal. A vereadora referiu-se a um antigo problema de escoamento de água, na praça da Estação Rodoviária, em frente ao supermercado Nova Estrela. O problema se arrasta há anos sem que seja solucionado. “A água empossada, suja e fedida, dá nojo e é um problema de saúde pública”, alerta a vereadora. O problema já foi levantado, por várias vezes, pela reportagem do Jornal do Povo, sem que nada tenha sido feito, até agora.

Falta de consideração

“Às vezes falta vereador, mas o Toninho do Arapuá nunca falta”. Este foi o comentário do vereador Jorge Aparecido Queiroz, na sessão ordinária de terça-feira (8), após o “feriadão” da Independência, ao referir-se ao reduzido número de pessoas no auditório. Também estava reduzido a dois vereadores, por vezes três e no máximo quatro, o número daqueles que permaneceram em Plenário, durante o Grande Expediente da última sessão. O vereador que usava a Tribuna sentiu na pele a falta de consideração da grande maioria dos “nobres pares”. Desta vez, se o vereador foi ouvido, foi somente graças à transmissão da sessão pela TV Concórdia, canal 13.

Exemplo vem de cima

Pelo jeito, vereador não gosta de ouvir vereador falar. Isso vem sendo comprovado nas últimas sessões da Câmara Municipal. Quando chega a parte do Grande Expediente, em que o vereador sobe à Tribuna para falar por 10 minutos, com direito a conceder apartes, é deprimente olhar para o Plenário. A “debandada é geral”, retornando somente na hora da votação ou quando chega a vez de falar na Tribuna. Ficam apenas alguns fiéis. Maioria dos vereadores aproveita o momento para resolver alguns problemas de Gabinete, como é o caso do presidente da Mesa Diretora, Fernando Milan Amici. Em todas as sessões, ele tem se ausentado do Plenário, retornando apenas quando é a sua vez, o último da fila, de usar a Tribuna. Enquanto isso, tem presidido a sessão o vereador Tonhão. Há quem diga que este tem sido um gesto “camarada” do Milan Amici para que o Tonhão “desfrute o prazer e a honra de presidir a Mesa Diretora, nem que seja, ao menos, no Grande Expediente. Não é por nada que ele é favorável à reeleição da Mesa Diretora.

Apertando dá e ainda sobra

O presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Milan Amici, garantiu que a Casa tem condições de receber os sete suplentes que aguardam a aprovação da PEC para ter lugar assegurado no Plenário. Consultado o Departamento Financeiro e feito detalhado estudo das despesas que virão, se a Câmara aumentar para 17 vereadores, Fernando Milan Amici reconheceu: “temos que fazer algumas economias…mas daremos conta do recado e daremos condições de trabalho a todos”. Isso quer dizer, em todas as situações, principalmente na casa de gente, “apertando dá e ainda sobra”. É baseado neste princípio que a maioria das famílias brasileiras consegue sobreviver. Quanto a isso, todos somos ótimos em economia.

Grato reconhecimento

Durante a Semana Nacional do Excepcional (21 a 28 de agosto), o grupo RCN de Comunicação, por meio de suas empresas, Jornal do Povo, TV Concórdia e Cultura FM, deu amplo espaço à questão da inclusão do portador de necessidades especiais. Várias e importantes matérias foram veiculadas nessa semana, quando veio à tona a importante reflexão: “Quebre a resistência e tome uma atitude: construa a acessibilidade para a pessoa com deficiência intelectual”. Por essa razão, a direção da escola da Apae de Três Lagoas enviou ofício de grato reconhecimento ao Grupo RCN de Comunicação. Cumprimos nossa missão de conscientizar o leitor de que a acessibilidade precisa de algo essencial, que se constrói, não com pedra, cimento e ferro, mas com a mudança profunda de atitudes de todos aqueles que convivem com o deficiente intelectual.