Só faz bem feito aquele que acredita
Vale registrar o pensamento filosófico e existencial do nobre deputado três-lagoense, Akira Otsubo (PMDB). Nos seus mais de 40 anos de carreira política, iniciada como vereador de Três Lagoas, naquele tempo em que vereador nem tinha salário, Akira acumulou notável experiência de vida e rica bagagem de conhecimentos. Em sua fala na Câmara Municipal, também presente na sessão que outorgou títulos de cidadão, Akira referiu-se a Sérgio Marcolino Longen e Jaime Elias Verruck, dizendo o que merece ser guardado nas nossas mentes, como princípio de vida: “Só faz serviço bem feito aquele que acredita naquilo que faz”. Valeu, deputado!…
Falem mal de mim, não da Cidade
Por estes dias, a prefeita fez um veemente apelo à Imprensa: “Podem falar mal de mim, mas não falem mal da minha Cidade”. Todos gostamos de Três Lagoas, porque aqui vivemos, aqui trabalhamos e aqui queremos crescer, lutando todos os dias para a melhoria da qualidade de vida, de que tanto falamos. É nesse intuito que ousamos, de modo objetivo, apontar o que existe de errado nesta Cidade, para que as falhas sejam corrigidas e a população partilhe dos anseios de uma vida melhor, que é possível tornar-se real. Para tanto, não podemos omitir e fechar os olhos aos inúmeros problemas que assolam esta população, para que, os que têm a responsabilidade de corrigi-los, o façam para o bem desta Cidade.
Sonhando, a gente um dia poderá chegar lá
Precisa ser muito sonhador aquele que acredita que a grande maioria da população de Três Lagoas pertence às classes A, B, e C, com renda que varia de 3 a mais de 30 salários mínimos. Essa afirmação, que passou a ser matéria de “errata” da Assessoria de Comunicação, contradiz os gráficos publicados pela Florenzano Agência de Estudos e Pesquisas de Mercado, a mesma que colocou Três Lagoas na 25ª posição no ranking das 300 cidades “mais dinâmicas do País”. Pelos gráficos, as classes D e E, com renda até três salários mínimos, representam mais da metade da população (51,5%). A classe C, com renda de três a cinco salários mínimos, é de 19,8% da população.
Entre a cruz e a espada
O governador André Puccinelli (PMDB), para a realização do seu projeto político de reeleição, está entre a cruz e a espada. Como diz o nosso caboclo, “se correr o bicho pega e se parar o bicho come”. Se, por uma virada de inúmeras páginas da história política de Mato Grosso do Sul, o PMDB for aliado do PT, a exemplo da aliança que existe lá em Brasília, aqui “o bicho vai pegar”. Aliando-se ao PT, o PMDB de Mato Grosso do Sul perde o apoio de três grandes e influentes partidos que hoje formam o Bloco Democrático Reformista, formado pelo PSDB, DEM e PPS.
A política do ganha-pão
Maioria dos filiados de partidos políticos, que hoje são aliados do PMDB e torcem pela reeleição do governador André Puccinelli, estão entrando numa terrível fase de dilemas que estão provocando inconfortáveis noites mal dormidas. Não é fácil esperar decisões lá de cima, quando aqui em baixo tudo poderá mudar, da noite para o dia, na política do toma lá dá cá. Se o Bloco Democrático Reformista decidir ser oposição ao PMDB, muitas cabeças vão rolar e perder o ganha-pão de cada dia, porque os seus empregos serão oferecidos a outros que se posicionarem favoráveis à reeleição. Mesmo que, neste caso, o problema seja nacional e estadual, a força do ventilador, ou melhor, do rolo compressor, também fará estragos em Três Lagoas.
Disputa interna
Ao que parece, a coisa começou a ferver na panela do PSDB de Três Lagoas. Melhor dizendo, o ninho dos tucanos está sendo balançado pelo vendaval das pretensões políticas que acabam causando divisão de alas na disputa da presidência do Diretório Municipal, ocupada, por quatro mandatos consecutivos pelo advogado e secretário de Meio Ambiente, Cristovam Lages Canela. O mandato terminou na quarta-feira (16). No entanto, devido às dificuldades internas para se chegar a um consenso para as eleições internas, a Executiva do PSDB local reuniu-se, nestes dias, para requerer a prorrogação do mandato do atual Diretório Municipal, por mais um ano. A disputa é mais acirrada do que aparenta ser.