A Secretaria Municipal de Educação de Paranaíba, através do Departamento de Educação Inclusiva realizou ontem (2), Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o I Ciclo de Palestras sobre o tema na cidade. O evento reuniu especialistas, educadores e diretores da rede pública e privada, além de diretores, funcionários e mães de alunos autistas.
O TEA é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e o objetivo dessa data é aumentar a compreensão, apoiar as famílias e garantir que todos tenham acesso a um mundo mais acessível e acolhedor.
Na primeira palestra, a psicóloga Glaucia Cavalcante, especialista em Análise do Comportamento aplicado ao autismo, demonstrou as diversas dificuldades vividas pelo professor, apontando a solidão em sala de aula. Ela alerta que existem muitos adultos que não sabem que possuem o Transtorno do Aspecto Autista
Laiz Perez, psicóloga, especialista em análise de comportamento aplicado ao autismo e deficiência intelectual, abordou o tema, chamando atenção para os gatilhos que desencadeiam crises
Ana Luiza Bossolani, bióloga, doutora em genética, professora de Psicologia da UFMS campus de Paranaíba, disse que “o mais importante é que a gente tenha um olhar de respeito e não um olhar de estigma”. Ela defendeu implantação de PEI programa de educação individualizada, para dar um norte para o professor, na questão da inclusão.
Presente na plateia, uma mãe de criança autista. Maira Lucia considera o tema muito díficil. Ela é mãe de Breno, de 8 anos e comentou o desafio. “Nós mães, lutamos , dia, após dia, contra um leão, porque a cada dia uma nova dificuldade se apresenta. Quando a gente encontra alguém que estende a mão e abraça sua causa, nossa, é mais um para ajudar”,
O evento contou com a participação de educadores de Aparecida do Taboado. A coordenadora de educação especial do município, Jaqueline Aparecida Mendonça fez uma radiografia da questão da educação para a população autista. Ela citou que atualmente 80 alunos estão identificados com o TEA no município.
Informação e capacitação
“ A intenção é proporcionar aos profissionais de educação e ressaltar a eles, a importância de buscar informações e se capacitar para conhecer a necessidade específica que cada aluno com TEA tem. A partir daí, saber como podemos ajudar intervir, proporcionar um ambiente que de fato seja inclusivo, e que de fato, esse aluno possa aprender e se desenvolver no espaço escolar”, afirmou a Simone Almeida, gestora do Departamento de Educação Inclusiva.
Ela acredita que a informação e a capacitação são fundamentais para promover uma educação cada vez mais inclusiva e acolhedora. A cada ano aumenta o número de alunos diagnosticados em variados graus do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em Paranaíba, em torno de 100 alunos da rede municipal estão considerados nessa condição.