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Golpes virtuais crescem em MS e deixam consumidores em alerta

Em um ano, mais de 13 mil casos de estelionato foram registrados no estado

Em um ano, mais de 13 mil casos de estelionato foram registrados no estado | Foto: Divulgação/PCMS
Em um ano, mais de 13 mil casos de estelionato foram registrados no estado | Foto: Divulgação/PCMS

As compras online, cada vez mais comuns entre os sul-mato-grossenses, têm atraído a atenção não apenas de consumidores, mas também de estelionatários. A técnica de enfermagem Andreia Oliveira foi uma das vítimas recentes de golpes virtuais.

“Comprei um tênis pela internet, achei que era um site seguro, mas nunca recebi o produto. Perdi o dinheiro e me senti vulnerável”, desabafa Andreia. Ela encontrou o tênis por menos da metade do preço, mas o valor atrativo se revelou uma armadilha. “Pesquisei antes, mas infelizmente fui enganada”, completa.

O caso dela não é isolado. Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que apenas em dezembro, 687 pessoas foram vítimas de estelionato em Mato Grosso do Sul. No acumulado de 2024, o número ultrapassou 13 mil ocorrências.

Embora não haja uma estatística específica sobre golpes virtuais, a Polícia Civil alerta que a prática tem crescido.

“O que a gente percebe é que, com a facilidade das compras digitais, muita gente acaba optando por esse meio, que oferece mais opções e preços mais atrativos. Isso abre espaço para os golpistas”, explica o delegado titular da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro (DEPAC Centro), Rodrigo Camapum.

Os golpes mais comuns envolvem anúncios fraudulentos, perfis falsos em aplicativos de mensagens e fraudes bancárias. Camapum alerta que promoções exageradamente atrativas são o principal indício de golpe. “Desconfie de preços muito abaixo do mercado. Um desconto agressivo pode ser uma isca”, reforça o delegado.

Entre as principais recomendações estão verificar a reputação da loja em sites como Reclame Aqui, evitar clicar em links enviados por redes sociais ou aplicativos de mensagens e nunca compartilhar senhas ou códigos de verificação. “A autenticação de dois fatores nas redes sociais e bancos é essencial. Ela dificulta a ação dos criminosos”, orienta Camapum.

A Polícia Civil também recomenda cautela em compras impulsivas, principalmente aquelas feitas a partir de anúncios nas redes sociais. Relacionamentos virtuais que avançam rapidamente e pedidos de dinheiro ou informações pessoais devem sempre ser vistos com desconfiança.

Enquanto a sensação de impunidade ainda incomoda vítimas como Andréa, as autoridades reforçam a importância de denunciar. “Quanto mais registros tivermos, melhor será a atuação para coibir esse tipo de crime”, finaliza Camapum.