Diz o emaranhado de leis que segurança pública é dever do Estado e direito – um deles – do cidadão que paga e do sonega impostos. É um dos pontos em que todos são iguais perante à lei, mesmo um deles prejudicando o Estado. Pode ser caso sem solução, beco sem saída, e que deve ser tratado como prioridade pelos governantes. E também pelo cidadão, o empresário, a autoridade de modo geral, porque a criminalidade, hoje, não escolhe vítimas.
O poder público aponta que gasta rios de dinheiro em segurança pública e que mantém serviços permanentes de inteligência. Mesmo assim, a criminalidade aumenta. O cidadão reclama que gasta muito com sua segurança, mas, muitas vezes, fraqueja em contribuir com autoridades na denúncia de marginais e criminosos, entre outros erros de comportamento.
Não há um jogo de empurra no caso da violência cada vez mais acentuada em Três Lagoas. Em dois meses, cinco pessoas foram assassinadas e foram registrados centenas de crimes de furtos e roubos. Não há sequer um registro público de que as polícias tenham prevaricado nem que algum cidadão tenha contribuído com informações de criminosos. Ao contrário, as polícias têm se empenhado e requerido de moradores que contribuam com a segurança pública.
A prefeitura da cidade aponta que é impedida pela lei de investir em segurança pública. Mas, é cobrada de viabilizar uma guarda municipal. E vai atrás do governo, com todo direito para isso, cobrar que haja mais investimentos na cidade que mais arrecada tributos com produção industrial no Estado.
Mas, nada disso será suficiente para conter a escalada da marginalidade se o cidadão não contribuir com a segurança pública, principalmente com denúncias de criminosos e, ainda, não financiamento esquemas criminosos como receptador de produtos furtados, pirateados, contrabandeados ou com mínima ligação com tráfico de drogas. Só assim será possível ver resultados de investimentos sempre caros em segurança.