A Câmara Municipal de Três Lagoas aprovou, durante sessão realizada nesta semana, um projeto que reconhece a Associação dos Autistas do município como entidade de utilidade pública. A decisão representa um avanço significativo para a comunidade autista e ocorre no mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA).
O presidente da Câmara, vereador Antônio Empke Júnior, destacou a relevância do projeto e reforçou o compromisso do Legislativo com a causa. A sessão contou com a presença expressiva da comunidade, demonstrando apoio à iniciativa.
Proposta de centro multidisciplinar
Durante o encontro, também foi debatida a necessidade de um centro multidisciplinar para atender crianças com TEA. O vereador Tonhão ressaltou que a demanda já foi apresentada à administração municipal e que a iniciativa está prevista no plano de governo do prefeito Dr. Cassiano Maia.
A proposta visa oferecer atendimento especializado e mais acessível às crianças autistas, melhorando a qualidade do suporte disponível na cidade. Além disso, a Câmara pretende organizar um evento com especialistas para ampliar a conscientização e a discussão sobre o tema.
Debates sobre a educação municipal
Outro tema abordado na sessão foi a gestão da educação municipal, com destaque para a atuação da secretária de educação, Ângela Brito. A discussão surgiu em meio às críticas sobre uma condenação judicial relacionada ao período em que ela atuou em Campo Grande.
O líder do governo na Câmara defendeu a permanência da secretária, argumentando que a condenação ainda não transitou em julgado e que, portanto, é necessário respeitar o princípio da presunção de inocência.
Gestão fiscal e reajuste de servidores
A sessão também incluiu discussões sobre a situação financeira do município, que possui um orçamento de R$ 1,4 bilhão. O vereador Tonhão alertou para a necessidade de um planejamento responsável na gestão fiscal, especialmente diante da proposta de reajuste salarial e da implementação de um novo plano de carreira para os servidores.
Com cerca de 5 mil servidores municipais, a revisão dos vencimentos e condições de trabalho foi apontada como essencial, embora demande cautela para evitar impactos negativos nas contas públicas.