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Março Amarelo: endometriose afeta cerca de 10% das mulheres no país

Saiba quais são os principais sintomas e tratamentos para essa doença

 A Endometriose afeta em média 10% das mulheres brasileiras em fase reprodutiva, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Foto: Reprodução/Agência Brasil
A Endometriose afeta em média 10% das mulheres brasileiras em fase reprodutiva, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Foto: Reprodução/Agência Brasil

Durante todo o mês de março, é realizada uma campanha de conscientização a respeito da Endometriose, uma doença grave, que pode gerar dores incapacitantes em algumas mulheres, e a demora do diagnóstico é uma realidade.

A personal trainer, Verusca Martins, contou que sofreu com a doença desde a adolescência, mas só foi diagnosticada na maioridade. “Quando eu decidi engravidar, eu resolvi fazer os exames específicos, que detalham a constatação da Endometriose, a videolaparoscopia, o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética, onde lá constou a Endometriose, trompas obstruídas, sendo 95% de uma e 100% de outra”.

Casos graves afetam as trompas e podem causar a infertilidade. Dado como um milagre, a personal relatou que possuía apenas 5% de chance de fertilidade, e mesmo sem tratamento, ela conseguiu engravidar.

A Endometriose afeta em média 10% das mulheres brasileiras em fase reprodutiva, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A doença por vezes, pode ser silenciosa, mas pode causar fortes dores durante o período menstrual e cólicas incapacitantes. Os principais sinais e sintomas da doença incluem: cólicas menstruais intensas; dor pélvica fora do período menstrual; inchaço abdominal antes e durante a menstruação; dores durante relações sexuais e dor ao evacuar ou alterações intestinais durante a menstruação.

A ginecologista Daiana Melo citou quais tratamentos são indicados para minimizar a doença. “A Endometriose pode atrapalhar tanto a qualidade de vida da mulher, quanto trazer consequências na questão da fertilidade. É um tratamento que envolve vários fatores como, uma alimentação saudável, medicações, atividade física e suplementação. É muito importante para controlar os sintomas e não prejudicar o futuro reprodutivo da mulher”, completou.

Por fim, a ginecologista explicou por que os diagnósticos demoram a aparecer. “Geralmente o diagnóstico demora, pois são queixas subestimadas, queixas que acham são comuns como cólicas e dores pélvicas, por isso o diagnóstico é mais tardio”.